Na última terça-feira, dia 19, o governo anunciou uma medida provisória que altera regras para o trabalho de motofrete, revogando partes de uma lei criada em 2009 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova MP busca facilitar a vida dos motociclistas e é vista como uma estratégia do governo em meio ao período pré-eleitoral. As principais mudanças incluem a eliminação da idade mínima de 21 anos para atuar como motofretista, além de retirar a exigência de dois anos de habilitação e a necessidade de aprovação em curso especializado.
Durante o evento de lançamento da MP, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que os motociclistas não precisariam mais temer ações de governadores e Detrans locais. No entanto, ele não mencionou que estas exigências eram federais e foram estabelecidas pelo próprio Lula. O ministro ressaltou que a medida vai acabar com a obrigatoriedade do curso de motofretista e da placa vermelha, garantindo que ninguém será penalizado por falta de cursos.
A mudança gerou críticas, principalmente da Federação Nacional dos Trabalhadores Motociclistas Profissionais e Autônomos, que considera a medida um retrocesso, pois não assegura a segurança dos profissionais que atuarão na função. No estado de São Paulo, autoridades informaram que a implementação das exigências federais se tornou gratuita em abril deste ano, com um período de fiscalização educativa de dois anos.
Para quem deseja acompanhar a tramitação da MP e as discussões sobre o tema, é possível acessar informações por meio dos canais oficiais do governo e ficar atento às sessões e audiências públicas relacionadas ao assunto. A agenda de votação e outros detalhes sobre a parceria com órgãos responsáveis também podem ser consultados nos sites oficiais.