Recentemente, o governo federal anunciou uma proposta para acabar com a escala de trabalho de seis dias e um de descanso, visando estabelecer uma rotina de trabalho com dois dias de folga por semana. O presidente Lula (PT) se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que traz essa mudança. O governo acredita que, mesmo que o projeto não passe, a discussão em torno do tema já gera uma vitória política para Lula, que visa fazer do fim da escala 6×1 um dos pilares de sua gestão e, possivelmente, de sua campanha de reeleição.
A proposta prevê que, após a promulgação da PEC, a nova jornada de trabalho comece a ser implementada em um prazo de 60 dias, reduzindo a carga semanal de 44 horas para 42 horas. Um novo corte para 40 horas semanais está planejado para ocorrer 12 meses depois. A expectativa é de que a Câmara vote a proposta em breve, mas a situação no Senado é mais incerta, já que empresários e opositores estão buscando barrar o avanço do texto. A aprovação da proposta pode gerar desgaste político para senadores que se opuserem a ela, especialmente considerando que uma pesquisa do Datafolha mostrou que 71% da população apoia a redução da jornada de trabalho.
Para quem quer acompanhar as discussões sobre a PEC, as sessões da Câmara podem ser acessadas pelo site oficial do órgão. Além disso, é possível entrar em contato com representantes locais para expressar opiniões sobre o tema. A tramitação da proposta deve seguir um calendário definido, e audiências públicas podem ser realizadas para discutir os impactos da mudança. Os próximos passos incluem a votação na Câmara e a espera pelo posicionamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que ainda não se manifestou sobre como lidará com a proposta.