No último dia 1º de maio, um grupo animado de voluntários deu início à caminhada da Exped Transmantiqueira 2026, saindo do Horto Florestal em São Paulo. Essa jornada tem como objetivo percorrer quase 1.000 quilômetros até Ibitipoca, em Minas Gerais. Enquanto isso, cerca de 70 participantes se inscreveram para fazer trechos da trilha, que será feita em revezamento, marcando simbolicamente a Transmantiqueira de ponta a ponta. No mesmo dia, Luiz Aragão, coronel aposentado e idealizador do percurso, lançou outro projeto ambicioso, a Volta ao Rio, que promete ter em torno de 2.400 quilômetros.
Essas trilhas, somadas à Transespinhaço, que Aragão percorreu anteriormente, visam criar a BR3, uma versão brasileira das famosas trilhas de longo curso dos Estados Unidos, que incluem as Appalachian, Pacific Crest e Continental Divide. Apesar da cultura de trilhas ser mais forte nos EUA, com infraestrutura e apoio ao longo do caminho, no Brasil a realidade é diferente. A escassez de trechos adequados e a falta de infraestrutura em algumas regiões dificultam a consolidação dessas aventuras.
Para quem se interessar em acompanhar ou participar, a recomendação é ficar de olho nas redes sociais e sites dedicados ao trekking, que divulgam informações sobre os trechos percorridos, datas e pontos de apoio. Além disso, há a possibilidade de comprar ingressos para eventos relacionados e se informar sobre a programação das trilhas. Para os próximos passos, a expectativa é que mais pessoas se juntem a essa causa, ajudando a fortalecer a cultura do trekking e a economia local nas áreas percorridas. Com um pouco de dedicação e planejamento, a prática pode se tornar mais acessível e popular no Brasil.