O presidente Lula não compareceu ao jantar de adesão do PT, realizado na segunda-feira (4), mesmo com a data escolhida para se ajustar à agenda do Palácio do Planalto. Ele alegou, devido a uma cirurgia recente, que deveria evitar situações que pudessem causar excesso de suor. Aliados interpretaram a ausência como uma crítica ao partido que ele ajudou a fundar. Essa foi a segunda vez em menos de duas semanas que Lula deixou de participar de um evento do PT, já que no dia 26 de abril ele também esteve ausente no encerramento do congresso da sigla, enviando apenas uma mensagem em vídeo.
Durante sua gravação, Lula enfatizou a necessidade de apresentar propostas concretas e viáveis, evitando promessas vazias. No jantar do PT, apenas três ministros do governo compareceram. O presidente tem manifestado que os petistas precisam se preparar para uma eleição desafiadora e expressou sua insatisfação quanto à falta de combatividade do partido. Segundo relatos, ele gostaria de ver uma postura mais ativa nas redes sociais e nas ruas, além de questionar a estratégia de comunicação do PT.
O descontentamento de Lula com a direção do partido não é recente. No ano passado, ele enfrentou oposição interna e foi alertado sobre o risco de derrota de Edinho Silva na presidência do PT, apesar de confiar nele. Lula também se envolveu na elaboração do manifesto do partido, sugerindo a remoção de propostas polêmicas e defendendo a divulgação de um único documento. Até agora, nenhum dos textos foi publicado. Ele também demonstrou preocupação com a atuação das lideranças do PT no Congresso, considerando que o perfil atual pode não ser o ideal para a disputa eleitoral que se aproxima. A possibilidade de mudanças nas lideranças do governo no Congresso não está descartada, especialmente após a rejeição de Jorge Messias para o STF.
Para quem quiser acompanhar os desdobramentos, é interessante ficar de olho nas sessões do Congresso e nas redes sociais do PT. Além disso, os cidadãos podem se informar sobre denúncias e propostas através dos canais oficiais do partido e do governo.