Na manhã desta terça-feira (30), centenas de pessoas se reuniram em uma manifestação no Rio de Janeiro, dando início ao Dia Nacional de Mobilização pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1. Entre os participantes estava Fátima Dantas, uma operadora de caixa de 22 anos, que expressou sua frustração com a escala atual, que oferece apenas um dia de folga na semana. Para ela, a mudança representaria a chance de cuidar melhor de sua saúde e da família, além de ter mais tempo para realizar seus sonhos, como entrar na faculdade e se tornar professora.
Essa mobilização faz parte de um movimento maior, organizado por grupos como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), com atos programados em 21 cidades de 14 estados e no Distrito Federal. Os manifestantes pressionam pela tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que pretende reduzir a carga de trabalho semanal de 44 para 40 horas e garantir dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial.
A PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, mas atualmente está parada no Senado, aguardando o despacho do presidente Davi Alcolumbre. Se aprovada sem mudanças, seguirá para promulgação. Caso contrário, voltará para análise na Câmara. A CUT criou um site, “Na Pressão”, para facilitar o envio de mensagens aos parlamentares, buscando acelerar a discussão sobre o tema.
Para quem deseja acompanhar o andamento da PEC, as sessões do Senado e da Câmara estão disponíveis online, e é possível se informar sobre como fazer denúncias ou entrar em contato com os representantes locais. Na próxima quarta-feira (1º), haverá um encontro entre ativistas e Davi Alcolumbre para discutir a pauta do fim da escala 6×1, um momento que promete ser decisivo para o futuro da proposta.