O ministro Flávio Dino, do STF, decidiu afastar por 180 dias o presidente do TCE do Maranhão, Daniel Brandão, que é sobrinho do governador Carlos Brandão. Essa medida faz parte de um inquérito que investiga um homicídio ocorrido em 2022 em São Luís, que acabou se tornando um tema central na disputa política do estado. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o assassinato de um empresário está ligado a uma suposta cobrança de propina feita por Brandão. Na sua decisão, Dino destacou que existem “fortes indícios” de que Daniel estaria usando sua posição no TCE para se proteger nas investigações.
Daniel Brandão ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão, mas anteriormente negou as acusações, afirmando que nunca participou de negociações de propina. O caso ganhou notoriedade após o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, que resultou na condenação de Gilbson Cutrim, apontado como executor do crime, a 13 anos de prisão. A investigação inicial estava no STJ, mas subiu para o STF após suspeitas de interferência do senador Weverton Rocha.
O cenário político se complicou, já que a situação envolve não apenas Brandão, mas também o governador Carlos Brandão, que é investigado como suposto líder de uma organização criminosa. O episódio gerou um clima tenso entre os grupos políticos, com trocas de acusações entre aliados e adversários de Dino, que foi ex-governador e vice de Brandão.
Para quem quiser acompanhar as movimentações sobre o caso, as sessões do STF podem ser acessadas online. Denúncias podem ser feitas diretamente à Polícia Federal, e documentos relacionados ao processo estão disponíveis no site do tribunal. A tramitação do inquérito continua e novas audiências podem ser agendadas nos próximos dias.