Na última sexta-feira (19), após uma operação da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou a seus aliados que não pretende renunciar à liderança do governo no Senado, a não ser que o presidente Lula (PT) peça. Wagner, que mantém uma amizade próxima com Lula, expressou seu descontentamento com o que considera traições internas e planeja se encontrar com o presidente na próxima semana para discutir sua situação. Segundo integrantes de seu grupo político, ele tem recebido opiniões diversas sobre sua permanência na função, mas se mostrou irritado com as articulações que aconteceram sem seu conhecimento.
Além disso, alguns aliados de Wagner argumentam que sua saída poderia prejudicar a imagem de Lula na Bahia, um estado crucial para a vitória do presidente em 2022. Em contrapartida, há uma preocupação entre membros do governo de que os desdobramentos do caso Master possam impactar negativamente a imagem do presidente, mesmo que o escândalo tenha se originado antes de seu mandato. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, é um dos que defendem que Lula não deve ser responsabilizado, enfatizando que o governo não deve ser associado ao esquema que ele combateu.
Na quinta-feira (18), logo após a operação da PF, Lula fez duas ligações para Wagner, mas as conversas não abordaram a sucessão na liderança devido ao estado emocional do senador. Embora alguns ministros vejam isso como um ato de solidariedade, acreditam que não garante a continuidade de Wagner no cargo. Em sua participação em uma entrevista à Band News TV, Wagner mencionou o apoio de Lula, mas deixou claro que sua permanência na liderança depende do presidente. Para acompanhar as discussões e decisões sobre esse tema, é possível acessar os canais oficiais do Senado e acompanhar as sessões ao vivo. As próximas decisões sobre a liderança devem ser discutidas nas reuniões entre o governo e aliados.