Neste domingo (7), a 30ª Parada LGBT+ de São Paulo trouxe à avenida Paulista uma mistura de festa e ativismo, com a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) como uma das figuras mais aguardadas. Vestindo um traje ousado, ela se destacou no trio elétrico, onde falou sobre a luta da comunidade e cobrou a votação de uma proposta pela qual é conhecida, que visa o fim da escala 6×1. O público reagiu com gritos de apoio e críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que não estava presente.
A presença de figuras políticas foi notável, mas não se pode dizer que todos os lados estavam representados. Enquanto Hilton animava a multidão, a direita se afastou da Parada e se reuniu três dias antes na Marcha Para Jesus, que contou com a participação de nomes como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A assessoria do governador não respondeu às solicitações de comentário, enquanto o prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP) alegou estar em outro compromisso. O diretor da Parada, Matheus Emílio, lamentou a ausência dos líderes e destacou a importância do evento para a cultura paulista.
O orçamento deste ano foi uma questão delicada. O investimento destinado à Parada caiu de R$ 6 milhões para R$ 5,5 milhões, resultando em menos trios elétricos e uma festa menos opulenta. A presença de políticos na Parada foi criticada por alguns, que apontaram o contraste entre a festividade e a Marcha Para Jesus. O policial militar Alexandre Dias, presente no evento, expressou preocupação com a falta de apoio político à comunidade LGBT+, ressaltando que a presença de políticos na Marcha é um sinal de que a religião tem um papel crescente na política, o que pode ser problemático.
Para quem quiser acompanhar mais sobre a Parada e eventos semelhantes, é possível acessar informações por meio dos canais oficiais da organização e redes sociais. A próxima agenda inclui discussões sobre os desdobramentos e a tramitação de propostas relacionadas aos direitos da comunidade LGBT+.