O senador Ciro Nogueira, do PP-PI, enfrenta novos desafios jurídicos relacionados à Operação Lava Jato. Recentemente, o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) decidiu manter uma multa e a cobrança de impostos devido a um suposto recebimento de propina em esquemas envolvendo a Petrobras e o grupo J&F, ocorridos na década passada. Ciro nega as acusações e pretende recorrer tanto no Carf quanto na Justiça comum. Ele é presidente do PP desde 2013 e já foi acusado de corrupção em várias ocasiões, especialmente após as investigações da Lava Jato.
A Receita Federal analisou a movimentação financeira de Ciro e concluiu que ele recebeu R$ 1,4 milhão da empreiteira UTC e mais R$ 5 milhões da J&F, totalizando R$ 6,3 milhões em multas e impostos. O senador contestou as acusações, alegando falta de provas e afirmando que qualquer doação eleitoral seria destinada ao partido, não a ele pessoalmente. Na votação do Carf, realizada em 10 de dezembro, os conselheiros decidiram, de forma unânime, manter as penalidades, mas Ciro obteve uma vitória parcial ao conseguir alterar o cálculo da multa com base em uma nova lei.
Para quem quiser acompanhar mais de perto a situação, é possível acessar documentos e informações sobre as decisões por meio dos canais oficiais do Carf e da Receita Federal. Além disso, a tramitação do caso pode ser acompanhada no site do Senado. Ciro, que também é aliado do presidenciável Flávio Bolsonaro, teve sua situação agravada após novas buscas da Polícia Federal relacionadas à Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master. Com isso, as investigações sobre suas contas e movimentações financeiras continuam em andamento, e novos desdobramentos devem ocorrer nos próximos meses.