O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem mantido sua agenda da pré-campanha em sigilo após a divulgação de conversas que envolvem seu nome e o de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Recentemente, não foram informados os compromissos do senador em São Paulo, na última quarta-feira (20), e nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (25). Além disso, sua participação na AgroBrasília, uma feira de agronegócio, foi anunciada apenas após o evento, o que gerou críticas. A equipe de Flávio justificou a falta de informações pela mudança na comunicação da pré-campanha, que também resultou na saída do marqueteiro Marcello Lopes.
Sobre sua viagem a São Paulo, assessores afirmaram que os compromissos não eram públicos e estavam relacionados à pré-campanha, com encontros marcados com empresários e figuras do mercado financeiro para esclarecer sua relação com Vorcaro. Nos bastidores, aliados do senador mencionaram que o sigilo foi uma solicitação dos participantes das reuniões, que preferiam não ter suas presenças divulgadas. Na quinta-feira (21), Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha, foi questionado sobre a agenda, mas não forneceu detalhes.
Flávio também foi abordado sobre sua agenda nos EUA, onde chegou nesta segunda-feira, mas não respondeu se teve reuniões marcadas com o presidente Donald Trump. Ele apenas sugeriu que a Casa Branca deveria ser consultada sobre qualquer encontro. A assessoria do senador não comentou os motivos do sigilo sobre seus compromissos, e a Casa Branca divulgou a agenda do presidente sem mencionar um encontro com Flávio. O senador comunicou ao Senado que estaria fora do país de 25 a 28 de maio, mas não detalhou os propósitos da viagem. A equipe de Flávio afirma que apenas compromissos públicos são divulgados e que as informações sobre reuniões futuras podem ser apresentadas posteriormente.