Na última quinta-feira (23), o ministro do STF, Gilmar Mendes, fez uma comparação polêmica durante uma entrevista ao portal Metrópoles. Ele se referiu às críticas que recebeu do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e questionou se as ofensas à corte não seriam comparáveis a retratar Zema de maneira ofensiva, como em piadas sobre sua sexualidade. Mendes afirmou que essa questão precisa ser avaliada, especialmente no que diz respeito ao respeito que se deve ter com instituições públicas.
A declaração de Gilmar ocorreu após Zema ter postado um vídeo nas redes sociais onde bonecos que imitam os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli discutem sobre a suspensão da quebra de sigilos determinada pela CPI do Crime Organizado. No vídeo, o boneco de Toffoli pede a Gilmar que anule essa decisão em troca de uma “cortesia” em um resort, referindo-se ao Tayayá, que estava associado a Toffoli e comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Como consequência, Gilmar Mendes decidiu enviar uma notícia-crime ao ministro Alexandre de Moraes, solicitando a investigação de Zema no inquérito das fake news, um procedimento que, por enquanto, é sigiloso. Moraes encaminhou a questão para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se manifestou sobre o assunto.
Para quem quiser acompanhar as sessões do STF, é possível acessar as transmissões ao vivo pelo site oficial do tribunal. Além disso, o público pode fazer denúncias e obter informações através dos canais de comunicação disponíveis na plataforma. Os próximos passos na tramitação desse caso, incluindo qualquer audiência pública ou nova manifestação da PGR, ainda devem ser definidos e divulgados pela corte.