Recentemente, a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) lançou um documento que reforça que seus líderes não devem se envolver em atividades políticas. Segundo Jorge Rampogna, diretor de comunicação da IASD na América do Sul, essa orientação é uma resposta à proximidade das eleições e busca reafirmar a posição apartidária da igreja. Ele destaca que é importante separar a política, que tem seu papel na sociedade, das atividades religiosas, que têm outros objetivos. A IASD, que possui cerca de 1,8 milhão de membros no Brasil, enfatiza que, embora os adventistas possam defender valores cristãos na política, não receberão apoio institucional para isso.
Os pastores e funcionários da IASD que decidirem se candidatar a cargos públicos devem se desvincular de suas funções na igreja. Além disso, é proibido usar recursos como o dízimo para financiar campanhas eleitorais. A igreja também recomenda que seus membros sejam cautelosos ao discutir política nas redes sociais, sugerindo que outros temas espirituais e missionários merecem mais atenção. O antropólogo Raphael Khalil observa que a IASD adota essa postura de distanciamento da política com uma certa desconfiança, especialmente por acreditar que, em tempos futuros, os governos perseguirão os adventistas.
Para quem deseja acompanhar as atividades da IASD ou fazer denúncias, a igreja disponibiliza canais de comunicação e documentos em seu site oficial. A tramitação de novas orientações sobre o tema político está em andamento, e a igreja promete discutir o assunto em textos futuros. A falta de clareza sobre a participação política dos membros gerou confusão, mas a IASD afirma que respeita a liberdade de escolha de seus fiéis nas eleições.