O ministro do STF, Alexandre de Moraes, agendou para o dia 28 de abril, às 14h, o interrogatório de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor no TSE, que é réu por vazamento de mensagens do gabinete. A Defensoria Pública da União (DPU) foi designada para defendê-lo, já que os advogados de Tagliaferro não regularizaram a representação na corte. A decisão foi publicada no sistema do Supremo no dia 15 de abril, após um despacho assinado na segunda-feira anterior.
Tagliaferro se tornou réu em novembro do ano passado, após uma decisão unânime da Primeira Turma do STF. Ele responde por crimes como violação do sigilo funcional e obstrução de investigação, sendo acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de vazar informações para atrapalhar investigações sobre uma suposta trama golpista. Documentos revelados indicam que ele teria usado o TSE para abrir investigações contra bolsonaristas sem seguir os procedimentos corretos. Além de Tagliaferro, cinco testemunhas apresentadas pela PGR também deverão ser ouvidas durante o interrogatório.
Atualmente, Tagliaferro reside na Itália e não é obrigado a comparecer ao depoimento, já que essa etapa é considerada uma oportunidade de defesa. Mesmo assim, as informações obtidas podem ser usadas pela acusação. Em um desdobramento anterior, Moraes anulou uma audiência realizada em março, onde os advogados de Tagliaferro não compareceram, e deu um prazo de dez dias para que ele regularizasse sua defesa, o que não ocorreu.
Para quem quiser acompanhar as sessões do STF ou acessar documentos sobre o processo, é possível visitar o site oficial da corte. Informações sobre como denúncias podem ser feitas também estão disponíveis através dos canais de comunicação do tribunal. Os próximos passos incluem a continuidade do processo e a análise das provas apresentadas durante o interrogatório.