June 2, 2026
Política

STF Define Data para Julgamento de Recurso Relacionado ao Marco Civil da Internet em 1º de Junho de 2026

  • junho 2, 2026
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O presidente do STF, ministro Edson Fachin, agendou para o dia 10 de junho o julgamento de recursos que contestam uma decisão da corte sobre as responsabilidades das

STF Define Data para Julgamento de Recurso Relacionado ao Marco Civil da Internet em 1º de Junho de 2026

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, agendou para o dia 10 de junho o julgamento de recursos que contestam uma decisão da corte sobre as responsabilidades das big techs e outros participantes do ambiente digital. O plenário do tribunal vai analisar embargos de declaração apresentados tanto por empresas quanto por organizações da sociedade civil. Esses embargos são utilizados quando se acredita que a decisão anterior tem alguma obscuridade ou contradição. Na prática, isso significa que as mudanças não devem ser tão drásticas em relação ao que já foi decidido.

No ano passado, o STF considerou parcialmente inconstitucional um artigo do Marco Civil da Internet, uma lei de 2014. Essa decisão levou a uma nova série de obrigações para as empresas de tecnologia, com o tribunal pedindo ao Congresso que regulamentasse mais o tema. Desde a publicação do acórdão em novembro de 2025, surgiram questionamentos sobre lacunas deixadas na decisão. O debate voltou à tona após o governo Lula publicar dois decretos que estabelecem novas regras para as redes sociais, seguindo a orientação do Supremo. A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) agora é responsável por fiscalizar se as plataformas estão seguindo as novas normas, que devem entrar em vigor em 60 dias a partir da publicação, ocorrida em 21 de maio.

No mesmo dia, o ministro Dias Toffoli, relator de uma das ações sobre o Marco Civil, havia marcado para 29 de maio uma análise inicial em plenário virtual, mas retirou o caso da pauta e pediu que fosse discutido no plenário físico. As redes sociais devem pagar indenização por conteúdos de terceiros apenas se não retirarem algo do ar após uma ordem judicial. A decisão do STF ampliou as situações em que as plataformas podem ser responsabilizadas e instituiu a obrigação de moderação em casos de crimes graves.

Para acompanhar as discussões, quem se interessar pode acessar os canais oficiais do STF e acompanhar as sessões pela internet. O caso segue em tramitação e qualquer nova decisão pode impactar as obrigações estabelecidas pelos decretos do governo.

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