A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) vai retomar, no dia 28 de abril, o julgamento que pode tornar o pastor Silas Malafaia réu por injúria, calúnia e difamação. As acusações surgem após ofensas que ele fez contra generais durante uma manifestação ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O processo estava em análise no sistema virtual do tribunal, onde os ministros registram seus votos sem debate, mas foi interrompido em 10 de março por um pedido de vista do ministro Cristiano Zanin. Um dia depois, Zanin pediu que o caso fosse analisado no plenário físico, zerando o placar de votos, já que apenas o relator, Alexandre de Moraes, havia votado a favor da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República).
Moraes afirmou que as declarações de Malafaia se assemelham à atuação de organizações criminosas investigadas no inquérito das milícias digitais. Se Malafaia for condenado por injúria, a pena poderá ser aumentada, pois as ofensas foram feitas contra um funcionário público em função e divulgadas nas redes sociais. A Primeira Turma também conta com os ministros Cármen Lúcia e Flávio Dino, que preside o colegiado. O grupo está desfalcado desde que Luiz Fux pediu para mudar para a Segunda Turma, após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Nesta fase, os ministros decidirão se abrirão uma ação penal para investigar a culpabilidade de Malafaia.
O pastor foi denunciado pela procuradoria em 18 de dezembro de 2025, após um discurso na Avenida Paulista, onde atacou os generais, sem citar nomes. Ele criticou a postura do Alto Comando do Exército, chamando-os de “frouxos” e “covardes”. Malafaia se posicionou contra a decisão de Moraes, afirmando ser alvo de perseguição e questionando a moral do ministro para julgá-lo. Para quem quer acompanhar o andamento desse caso, as sessões do STF são transmitidas ao vivo no site da corte, onde também é possível acessar documentos e informações adicionais.