Na última terça-feira, 7, o ministro Flávio Dino, do STF, solicitou esclarecimentos à Prefeitura de São Paulo sobre possíveis vínculos entre concessionárias do serviço funerário da cidade e o Banco Master. A decisão do ministro responde a uma ação que questiona a privatização desse serviço. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) já está ciente dessa suspeita e iniciou uma investigação interna.
Fabiano Zettel, que é cunhado de Daniel Vorcaro, atuou como conselheiro da Cortel entre 2022 e 2025. A administração de Nunes se posicionou em defesa da concessão dos serviços funerários e, em nota, sugeriu que o ministro consultasse outros membros do STF sobre a investigação envolvendo o Banco Master. Segundo a Prefeitura, os serviços funerários e cemiteriais em São Paulo continuam operando normalmente, reafirmando seu compromisso como gestor e fiscalizador.
Após a decisão de Dino, a deputada federal Luciene Cavalcante, o deputado estadual Carlos Giannazi e o vereador Celso Giannazi, todos do PSOL, protocolaram um pedido de apuração no Ministério Público e na Câmara Municipal. Eles querem investigar se houve omissão por parte da equipe de Nunes e se o prefeito tem alguma responsabilidade no caso, além de solicitar depoimentos de representantes do Banco Master, da Cortel e de Zettel. Até o momento, a Cortel não se manifestou sobre o assunto.
Para quem deseja acompanhar o desenrolar dessa situação, é possível acompanhar as sessões da Câmara Municipal e do Ministério Público por meio dos seus canais oficiais. Documentos e informações sobre o caso também podem ser acessados diretamente no site da Prefeitura. Os próximos passos incluem a tramitação do pedido de apuração e possíveis audiências públicas sobre o tema.