O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), identificou “indícios de ilicitude” no registro da candidatura de Renan Santos, do partido Missão, à Presidência da República. A decisão de adiar o julgamento sobre a regularidade da chapa foi tomada no sábado, dia 29, e se baseou na apresentação tardia de perfis de redes sociais do candidato. Essa situação permitiu que Renan tivesse um tratamento desigual nas plataformas em relação aos seus concorrentes durante os primeiros dez dias da campanha.
De acordo com Toffoli, Renan e seu candidato a vice, Aroldo Medina, informaram 18 perfis em redes sociais apenas após o registro da candidatura em 7 de agosto de 2026. O TSE exige que todos os perfis sejam apresentados no momento do registro, e somente os perfis criados depois podem ser utilizados 48 horas após a comunicação à Justiça Eleitoral. A situação se complicou quando, mesmo após o pedido de atualização, os novos perfis de Renan continuaram fora do sistema do TSE até que o tribunal fosse contatado pela imprensa.
Renan Santos fez uma postagem irônica nas redes sociais, comentando sobre a decisão de Toffoli. Vale lembrar que uma regra do TSE de 2024 impede que as plataformas mostrem postagens de candidatos não seguidos por usuários, o que pode ter impactos nas interações da campanha.
Para quem quiser acompanhar as sessões do TSE ou fazer denúncias, é possível acessar o site oficial do tribunal, onde também estão disponíveis documentos e informações sobre o andamento das candidaturas. Nos próximos dias, o tribunal deve seguir com a análise dos registros e decidir sobre a continuidade da candidatura de Renan, além de avaliar a situação em relação aos perfis de redes sociais que ainda precisam ser regularizados.