Os servidores do INSS estão se mobilizando para que a categoria seja incluída na Medida Provisória que amplia o adicional de fronteira, uma indenização destinada a profissionais que atuam em áreas consideradas estratégicas. A proposta, que está sendo discutida no Congresso, já beneficia categorias como a Polícia Federal, Receita Federal e Forças Armadas, e agora pode se estender para servidores da Abin e auditores de finanças.
De acordo com Jorge Og, presidente da Anaseg (Associação Nacional dos Analistas do Seguro Social), a presença dos servidores do INSS é crucial para garantir o acesso aos direitos previdenciários, especialmente em comunidades ribeirinhas e áreas isoladas onde o atendimento digital não é suficiente. Para isso, a categoria apresentou três emendas para incluir os servidores na lista de elegíveis ao benefício, que prevê um pagamento mínimo de R$ 91 por dia para quem trabalha em condições de difícil acesso. Atualmente, muitas agências nessas regiões estão fechadas, e o INSS acaba arcando com diárias e passagens para que os servidores possam atender a população local. Em 2026, a previsão de gasto com esses deslocamentos é de R$ 10 milhões, e estima-se que cerca de 25% dos servidores podem ser beneficiados, com um custo mensal de menos de R$ 3 milhões.
Para quem se interessa em acompanhar a tramitação dessa proposta, é possível acompanhar as sessões do Congresso por meio de canais oficiais e se manter atualizado sobre as audiências públicas e discussões sobre o tema. A inclusão dos servidores do INSS nessa medida pode ter um impacto significativo no atendimento a grupos vulneráveis, como idosos e trabalhadores rurais, que são os mais afetados pela falta de serviços previdenciários em regiões remotas.