A Polícia Federal (PF) está investigando um possível “gabinete do ódio” associado à governadora de Goiás, Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição. A apuração começou no final de 2025, a partir de uma denúncia feita por Rodrigo Farias, deputado estadual do PSB, que é aliado do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). Este movimento acontece em meio à polarização da disputa eleitoral entre os dois. A denúncia, feita em outubro do ano passado, alega que existe uma rede que publica conteúdos difamatórios contra Campos, com início em 2024, durante a pré-campanha municipal.
De acordo com as informações, essa rede busca desqualificar a imagem de Campos, utilizando perfis que realizam uma série de publicações coordenadas. O objetivo seria potencializar o alcance dessas mensagens, que seriam direcionadas a atacar os opositores da governadora. Além disso, a denúncia também menciona possíveis irregularidades em uma licitação do governo para serviços de publicidade, com a acusação de que empresas ligadas à família de Raquel foram favorecidas. A maior parte das postagens teria como foco antecipar as eleições de 2026 e desacreditar Campos.
Em resposta, a governadora afirmou que sua campanha é transparente e não se baseia em “estruturas ocultas”. Ela ressaltou que a acusação vem de quem já enfrentou sanções da Justiça Eleitoral e que, devido à gravidade do caso, acionou a Justiça para que Campos esclarecesse a quem se referia ao mencionar uma suposta “milícia digital”.
Para quem quiser acompanhar o andamento da investigação e futuras sessões relacionadas, é possível acessar informações através dos canais oficiais da PF e das redes sociais dos órgãos envolvidos. A tramitação do caso e outras audiências públicas devem ser monitoradas nos próximos meses, à medida que novos desdobramentos surgirem.