A procuradora-geral do Estado de Goiás, Inês Coimbra, entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a União devido à espera pela autorização do governo federal para um empréstimo de R$ 5,45 bilhões. Esses recursos estão destinados a melhorias em transporte e mobilidade urbana. De acordo com a ação, a Secretaria do Tesouro Nacional já havia dado um parecer favorável à operação em 19 de maio, mas o despacho do Ministério da Fazenda, que é necessário para avançar, ainda não foi assinado, mesmo após mais de 70 dias de espera.
A petição do governo de Goiás exige que o STF obrigue a União a liberar essa operação. Caso o ministro Dario Durigan não assine a autorização em 48 horas, o documento solicita que a decisão seja tomada judicialmente. A ação ainda menciona que, em média, outras 61 operações de crédito semelhantes foram autorizadas em menos de um mês. Para efeito de comparação, a Bahia, governada pelo PT, conseguiu liberar um empréstimo de R$ 2 bilhões em apenas nove dias.
A crítica quanto à demora na liberação de recursos federais já foi levantada por figuras políticas como Flávio Bolsonaro (PL), que, em eventos recentes, acusou o governo Lula de agir de forma retaliatória com São Paulo, apontando que essa lentidão é uma estratégia política. Enquanto isso, o governo de Goiás não faz acusações diretas, mas menciona uma possível “conveniência política” para a retenção do empréstimo. A urgência é ampliada pelo fato de que, se a autorização não sair até 7 de setembro, a operação ficará travada até o próximo mandato.
Os cidadãos interessados em acompanhar a tramitação dessa ação podem acessar o site do STF, onde são disponibilizados documentos e informações sobre o andamento dos processos. Além disso, é possível acompanhar as sessões e fazer denúncias através dos canais oficiais do Tribunal.