Uma auditoria do governo interino do Rio de Janeiro identificou possíveis irregularidades em contratos da Secretaria Estadual de Cidades, liderada por Douglas Ruas (PL), e foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento, enviado após ordem do desembargador Ricardo Couto, destaca um aumento de 45% no valor de um contrato de recapeamento de ruas em São Gonçalo, que saltou de R$ 99,7 milhões para R$ 144,9 milhões, apenas 17 dias após seu início. A auditoria também menciona a mineradora Santa Edwiges, ligada a um filho de Altineu Côrtes (PL), que é deputado federal e possui vínculos com Ruas.
O caso foi enviado ao procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, que repassou para a PGR, uma vez que a investigação envolve deputados federais. A auditoria revela que o consórcio responsável pela obra contratou a mineradora, que, segundo Altineu, nunca participou de licitações públicas e atua apenas no setor privado. Ruas, por sua vez, defendeu a legalidade da contratação, afirmando que a escolha dos fornecedores não é feita pela secretaria e que a nova lei de licitações não limita os aditivos a 25%.
Para quem quiser acompanhar a situação, as sessões da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) são transmitidas online, e o site oficial da instituição disponibiliza documentos e informações sobre denúncias. Além disso, o Ministério Público do Rio de Janeiro está avaliando as informações e decidirá os próximos passos, que podem incluir investigações adicionais sobre os vínculos entre os envolvidos e as possíveis consequências legais. A situação continua em desenvolvimento, com atenção voltada para as ações da PGR e novas audiências públicas que possam surgir.