Duas arenas que foram usadas durante os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, continuam fechadas desde o ano passado. O motivo é um impasse entre o Ministério do Esporte e o Exército sobre os custos de manutenção. A Arena Coronel Wenceslau Malta, que antes era conhecida como Arena da Juventude, sediou eventos importantes como basquete feminino, esgrima e pentatlo moderno. O Centro de Hóquei sobre Grama também está sem uso, e o acesso ao Centro Militar de Tiro Esportivo está restrito apenas a atletas militares.
De acordo com o Ministério do Esporte, as equipes técnicas dos dois órgãos estão tentando formalizar um novo Termo de Cooperação Técnica para administrar o legado olímpico. Recentemente, eles chegaram a um entendimento sobre a questão financeira relacionada à manutenção das estruturas. Em 2024, o Exército deve ter um orçamento específico para esses gastos, permitindo que a situação seja resolvida. No entanto, até que o novo acordo seja assinado, as instalações continuam sob a responsabilidade do Exército, que mantém as arenas fechadas para atividades civis.
O Exército ressaltou que a Arena Coronel Wenceslau Malta, que era bastante utilizada por federações de jiu-jítsu, não está disponível para competições civis, e o acesso é apenas para o público militar. A crise entre o Ministério do Esporte e o Exército começou em 2023, quando o governo decidiu que os repasses financeiros para a manutenção das arenas eram excessivos. O valor anual gasto girava em torno de R$ 40 milhões. Atualmente, atletas de várias modalidades estão se deslocando para outros locais, como a UFRJ, para treinos, enfrentando dificuldades devido à falta de infraestrutura adequada.
Enquanto isso, as instalações sob administração da prefeitura em Deodoro continuam funcionando. O Parque Radical, que sediou competições de canoagem slalom, e as pistas de BMX, que foram restauradas, estão abertos ao público nos fins de semana.