O PT está se preparando para intensificar as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após os Estados Unidos anunciarem novas tarifas sobre produtos brasileiros. O partido do presidente Lula já começou a usar o termo “tariflávio” para associar o senador às medidas americanas, reforçando a ideia de que ele é um traidor da pátria. A pesquisa da Quaest divulgada na última quarta-feira (15) mostrou um aumento na rejeição ao senador, e para os petistas, o tarifaço é uma das razões dessa piora na imagem dele.
As novas tarifas foram anunciadas pelo governo Trump após uma investigação sobre práticas comerciais no Brasil. Aliados de Lula acreditam que a investigação foi criada para justificar as sobretaxas. Em 2025, Trump já havia vinculado a imposição dessas tarifas a um julgamento que poderia condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe. Recentemente, Flávio Bolsonaro pediu que os EUA adiassem a decisão sobre as tarifas, argumentando que a aplicação imediata poderia beneficiar Lula eleitoralmente.
Na terça-feira (14), a cúpula do PT se reuniu com representantes do Palácio do Planalto para discutir como reagir politicamente às tarifas. Eles consideram três cenários: a confirmação do tarifaço, o adiamento (que é visto como improvável) e a suspensão das tarifas (praticamente impossível). No passado, após o primeiro tarifaço, Lula utilizou um discurso de soberania nacional que ajudou a melhorar sua imagem, e agora pretende manter essa narrativa até a eleição. A rejeição ao senador aumentou de 52% em abril para 57% em julho, enquanto a de Lula caiu de 55% para 50% no mesmo período.
Para acompanhar as discussões sobre essas tarifas e outras ações do governo, o público pode acessar as sessões do Congresso pelas plataformas oficiais, além de ter canais de denúncia e contato com representantes disponíveis online. As próximas etapas incluem a tramitação das propostas e a realização de audiências públicas para discutir o impacto dessas tarifas.