O presidente da FIFA, Gianni Infantino, pode ser alvo de uma investigação do Comitê Olímpico Internacional (COI) após um grupo de direitos humanos, a FairSquare, anunciar que apresentará uma denúncia. A alegação é de que Infantino violou regras de neutralidade política ao apoiar o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. A FairSquare já havia notificado o Comitê de Ética da FIFA em dezembro de 2025, citando várias ocasiões em que Infantino manifestou apoio às políticas de Trump. A entidade pede que o COI averigue se Infantino agiu conforme as normas da FIFA ao criar e conceder um Prêmio da Paz a Trump.
De acordo com a FairSquare, Infantino teria infringido o artigo 15 do Código de Ética da FIFA, que impõe a necessidade de neutralidade política para seus membros. As possíveis sanções incluem multas de pelo menos 10 mil francos suíços (cerca de R$ 63 mil) e até dois anos de afastamento de qualquer atividade ligada ao futebol. A FairSquare quer que o Comitê de Ética apure se a decisão sobre o Prêmio da Paz foi uma ação do Conselho da FIFA ou se foi tomada unilateralmente por Infantino, o que poderia caracterizar um abuso de poder.
A presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que ainda não recebeu oficialmente a denúncia, mas que analisará assim que isso ocorrer. A FIFA confirmou que recebeu a denúncia, mas não deu detalhes sobre qualquer investigação em andamento. Recentemente, a FairSquare lançou uma campanha pública pedindo reformas na FIFA e recebeu apoio de membros do Parlamento Europeu e da Federação Norueguesa de Futebol. Enquanto isso, Infantino negou estar envolvido em decisões que favorecem Trump, como a revisão de uma punição ao atacante americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo.