Até as oitavas de final da Copa do Mundo, mais da metade dos gols das seleções da Noruega e do Marrocos foram anotados por jogadores nascidos fora de seus países. Entre os marroquinos, quatro atletas têm raízes na França ou na Espanha, enquanto a Noruega conta com apenas um jogador estrangeiro: o atacante Erling Haaland, que já balançou as redes sete vezes no torneio. A Noruega, que foi eliminada pelo Marrocos, conseguiu marcar 11 gols até aqui, e Haaland nasceu em Leeds, na Inglaterra, onde seu pai jogava.
O Marrocos, que enfrentará a França nas quartas de final nesta quinta-feira (9), também se destacou com seis dos dez gols feitos por jogadores nascidos fora do país. O quarteto de destaque inclui Ismael Saibari, com três gols, além de Hakimi, Yassine e Diop, que também contribuíram para a contagem. Saibari e Hakimi são naturais da Espanha, enquanto Yassine e Diop nasceram na França. Esses dados foram coletados pela Folha, considerando 265 gols até a fase de oitavas e excluindo 13 gols contra, segundo a Fifa.
O levantamento mostra que cerca de 22% dos gols foram feitos por jogadores que defendem seleções diferentes das quais nasceram, um reflexo da globalização no futebol. Seis das 13 seleções que mais marcaram têm esses artilheiros, incluindo México, Estados Unidos, Senegal e Suíça. O México, por exemplo, viu metade de seus gols saírem de atletas como Julián Quiñones, da Colômbia, e Álvaro Fidalgo, da Espanha.
Para acompanhar os próximos jogos da Copa do Mundo, os torcedores podem verificar a programação na TV e nas plataformas de streaming. Ingressos para as partidas também estão disponíveis em sites oficiais. As próximas fases prometem grandes confrontos, com equipes se preparando intensamente para avançar no torneio.