Na última terça-feira (7), o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou de uma audiência nos Estados Unidos, onde comentou sobre a possibilidade de uma tarifa sobre produtos brasileiros. Ele argumentou que essa medida beneficiaria seu rival, o presidente Lula (PT), e destacou que agora não seria o momento certo para implantá-la. Durante a audiência, Flávio também mencionou o caso Master, que trouxe desgastes para sua imagem e favoreceu Lula nas pesquisas eleitorais. Ele defendeu o sistema de pagamentos Pix e pediu a suspensão da taxação, que, segundo ele, poderia prejudicar ainda mais a economia brasileira.
Flávio estava acompanhado do irmão, Eduardo Bolsonaro, que já enfrentou problemas legais, incluindo condenação por coação a autoridades. Após a audiência, Flávio se manifestou rapidamente à imprensa, reafirmando que queria o cancelamento imediato das tarifas, não apenas um adiamento, como havia sugerido em um documento enviado ao USTR (Escritório de Comércio dos EUA). O governo Lula respondeu, criticando a intervenção de Flávio e associando o escândalo Master à gestão Bolsonaro, além de destacar que o senador não mencionou seus próprios vínculos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A investigação do USTR sobre práticas desleais do Brasil começou em julho do ano passado e, em junho deste ano, foi sugerida uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Essa discussão continua em audiências em Washington, onde entidades interessadas podem se manifestar. Para quem quer acompanhar as sessões ou fazer denúncias, é possível acessar informações pelo site oficial do USTR.
Flávio ressaltou que a imposição de tarifas prejudicaria o povo brasileiro e que a relação com os Estados Unidos deveria ser preservada. Ele pretende voltar ao Brasil em breve, mas ainda não divulgou sua agenda. O foco agora é na campanha eleitoral e em viagens pelo Brasil, após várias idas aos Estados Unidos ao longo do ano.