A diferença entre técnicos de futebol pode ser vista na forma como eles montam suas equipes. De um lado, temos os teóricos, que têm uma ideia fixa de como o jogo deve acontecer, e do outro, os pragmáticos, que analisam os jogadores disponíveis para criar sua estratégia. Exemplos de teóricos incluem Telê Santana e Pep Guardiola, enquanto Carlo Ancelotti e Don Revie representam o pragmatismo. Thomas Tuchel, por sua vez, combina características de ambos os grupos, mas se destaca pela abordagem pragmática que prioriza a intensidade e a pressão após a perda da bola.
Recentemente, Tuchel convocou uma seleção inglesa considerando não apenas a fama dos jogadores, mas a adequação ao estilo de jogo que ele deseja implementar. Muitos questionaram a ausência de talentos como Cole Palmer e Phil Foden, além de Harry Maguire, e se perguntaram por que Noni Madueke foi escolhido. A justificativa de Tuchel é clara: ele busca montar uma equipe que funcione bem em conjunto, não apenas reunir os melhores nomes. Para ele, jogadores como Jude Bellingham e Madueke se encaixam melhor na dinâmica que ele pretende.
Tuchel não é estranho a vitórias significativas. Ele derrotou Guardiola em três jogos decisivos entre abril e maio de 2021, incluindo a final da Champions League. Essa sequência de triunfos demonstrou como ele consegue desestabilizar até os melhores. Em contrapartida, Ancelotti adota uma abordagem diferente, onde observa e sente a equipe e o ambiente antes de decidir como jogar. Ele leva em conta a dinâmica do vestiário e a necessidade de ter jogadores como Neymar, cuja presença é considerada fundamental para a equipe.
Para quem está de olho na próxima Copa do Mundo, a expectativa é grande. A competição promete confrontos interessantes, e um possível duelo entre Brasil e Inglaterra seria um verdadeiro choque de estilos entre técnicos.