Recentemente, a Conmebol decidiu punir um jogador de apenas 16 anos da base do Palmeiras, Eduardo Conceição, após uma manifestação irônica em um jogo contra a Argentina pelo Sul-Americano sub-17, realizado no dia 10 de abril no Paraguai. O atacante brasileiro, que marcou um dos gols na vitória do Brasil por 3 a 0, foi alvo de ataques raciais e, em resposta, imitou um macaco durante sua comemoração. O árbitro da partida, David Ojeda, não tomou providências diante da acusação de racismo feita por Conceição, o que gerou críticas sobre a falta de ação efetiva contra esse tipo de comportamento.
A Conmebol anunciou, então, uma suspensão de quatro meses tanto para Conceição quanto para o meia argentino Benítez, por discriminação. Além disso, a confederação pediu à Fifa que ampliasse a pena para todas as competições sob sua jurisdição. A CBF, com apoio do Palmeiras, entrou com um recurso contra a decisão, argumentando que o gesto de Conceição foi um protesto e não uma ofensa. O advogado Higor Maffei Bellini comentou sobre a necessidade de analisar o contexto da situação, destacando que reproduzir um gesto em protesto é diferente de ofender alguém.
Se a punição se mantiver, Conceição pode ter sua preparação para o Mundial sub-17, marcado para novembro no Qatar, prejudicada. O jogador expressou que sua intenção ao comemorar foi mostrar que não se deixou abalar pelos ataques racistas. Enquanto isso, o Palmeiras também se pronuncia contra a gestão da Conmebol em relação ao racismo no futebol. Para quem quiser acompanhar os próximos jogos da seleção sub-17, as partidas são transmitidas pelos canais oficiais de esportes. O cenário atual evidencia a necessidade de um debate mais profundo e ações efetivas no combate à discriminação no futebol sul-americano.