Na última terça-feira (26), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontrou com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O encontro, que durou cerca de uma hora e quarenta minutos, gerou repercussão, principalmente pela ausência de publicações oficiais nas redes sociais da Casa Branca, algo que não é comum. Historicamente, reuniões semelhantes costumam ser acompanhadas de fotos e comentários, como aconteceu no ano passado com um candidato à presidência da Polônia.
Segundo análises, a falta de divulgação sobre o encontro pode indicar que Trump está evitando desavenças com o atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois se encontraram na Casa Branca há três semanas, e, após esse encontro, Trump fez uma postagem elogiando Lula. Além disso, Flávio Bolsonaro deve se reunir com representantes do Departamento de Estado, que são mais receptivos às pautas de seu partido e da família Bolsonaro.
O governo brasileiro está atento ao desenrolar de uma possível investigação da Seção 301, que pode resultar em tarifas comerciais contra o Brasil. Durante sua conversa com Trump, Lula anunciou um grupo de trabalho para tratar desse tema, e Flávio e seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, devem abordar o assunto em suas reuniões em Washington. Vale lembrar que, em julho do ano passado, Trump havia imposto tarifas ao Brasil, o que coincidiu com um aumento na popularidade de Lula.
Para quem deseja acompanhar as sessões e deliberações sobre política externa e relações com os EUA, é possível acessar informações pelo site oficial do Senado e acompanhar as redes sociais dos senadores. As discussões sobre tarifas e comércio devem continuar nas próximas semanas, com a expectativa de audiências públicas e novas divulgações sobre as investigações em andamento.