O grupo Prerrogativas, que tem ligação com o presidente Lula (PT), acionou a PGR (Procuradoria Geral da República) e a PF (Polícia Federal) na última sexta-feira (15) para investigar a origem dos recursos usados na produção do filme “Dark Horse”, que retrata a história de Jair Bolsonaro. O grupo solicitou que seja feita uma prestação de contas detalhada do projeto, mesmo sendo uma obra privada. O argumento é que, se houver suspeitas de ocultação ou desvio de recursos, a investigação criminal pode acessar documentos que normalmente não seriam públicos.
Os advogados Marco Aurélio Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida alegam que Daniel Vorcaro teria investido R$ 61 milhões no filme, mas a produtora Go Up Entertainment afirmou que não recebeu dinheiro do Master para a produção. Eles levantam a possibilidade de um financiamento político clandestino, afirmando que se houver valores não contabilizados oficialmente, isso poderia indicar a existência de um caixa paralelo, além de outras irregularidades como lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A notificação à PGR e à PF inclui pedidos para que sejam solicitadas informações ao Coaf e à Receita Federal, além de medidas de cooperação internacional para rastrear o dinheiro em fundos nos Estados Unidos. Se forem encontrados indícios de caixa dois, propaganda antecipada ou abuso de poder econômico, o caso poderá ser encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral.
Para quem deseja acompanhar as sessões e a tramitação desse caso, é possível acessar informações oficiais nos sites da PGR e da PF. As denúncias podem ser feitas diretamente nos canais de atendimento disponíveis nos sites das instituições. As próximas etapas envolvem a análise das solicitações e a realização de eventuais audiências públicas sobre o tema.