Uma ala do PL no Rio de Janeiro está pedindo a retirada da pré-candidatura de Cláudio Castro ao Senado após uma operação da Polícia Federal realizada na sexta-feira, 15 de setembro. Para esse grupo, a situação de Castro pode prejudicar as campanhas de Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas, que também são do PL. Outros membros do partido defendem que é preciso ter calma e não abandonar Castro de imediato, ressaltando que ele ainda conta com apoio de prefeitos e que qualquer mudança na candidatura deve partir dele.
As investigações da PF indicam que Castro teria utilizado sua posição para facilitar crimes relacionados ao empresário Ricardo Magro, da Refit. As denúncias revelam que altos funcionários públicos teriam recebido mais de R$ 300 mil mensais para ajudar nas operações do grupo. Membros insatisfeitos do PL consideram que essa situação torna a candidatura de Castro inviável, especialmente após ele ter sido condenado à inelegibilidade pelo TSE, embora tenha renunciado um dia antes do julgamento, escapando da cassação.
Enquanto isso, o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, que também é pré-candidato ao governo, vem associando Douglas Ruas a Castro, o que aumenta o receio de que a continuidade da pré-candidatura de Castro possa trazer mais escândalos à tona. A ala que defende a permanência de Castro argumenta que ele ainda tem força política e que uma retirada abrupta poderia dar a impressão de culpa, sugerindo que somente ele pode decidir sobre sua candidatura. Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, ambos do PL, são cotados como possíveis substitutos caso a situação de Castro se agrave.
Para acompanhar as sessões e as decisões relacionadas a essa situação, interessados podem acessar canais oficiais do governo e acompanhar as notícias na imprensa. A tramitação do caso e as próximas reuniões serão monitoradas de perto, enquanto o PL discute seus próximos passos internamente.