Nesta sexta-feira (15), a vereadora Amanda Paschoal, do PSOL, protocolou uma representação na Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, solicitando a inelegibilidade da primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes, do MDB, por até oito anos. Regina é pré-candidata a deputada estadual e, segundo informações, um servidor da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Breno de Souza Santos, estava produzindo vídeos para suas redes sociais. Ele recebia um salário de R$ 5.637 mensais para uma carga de 40 horas semanais e acompanhava a primeira-dama nas agendas de pré-campanha durante o horário de trabalho.
A exoneração de Breno foi publicada no Diário Oficial no dia seguinte à abordagem da reportagem pela Folha. A Prefeitura de São Paulo negou que o servidor estivesse atuando para Regina enquanto estava lotado na secretaria, afirmando que ele desempenhou suas funções normais. Entretanto, registros em redes sociais mostram que ele a acompanhava em compromissos desde fevereiro. A lei eleitoral proíbe o uso da força de trabalho de servidores públicos em campanhas, conforme o artigo 73, que estabelece condutas vedadas aos agentes públicos.
Na representação, Paschoal argumenta que a atuação de Breno favoreceu Regina de maneira indevida, prejudicando a igualdade nas eleições. Ela pede, além da inelegibilidade, a aplicação de multa e a cassação do registro ou diploma de Regina caso ela vença as eleições de 2026. A vereadora ainda solicita que o caso seja encaminhado ao Ministério Público de São Paulo para investigar possíveis atos de improbidade administrativa. Para acompanhar as sessões e mais informações sobre o caso, cidadãos podem acessar os canais oficiais da Câmara Municipal e da Prefeitura de São Paulo. O próximo passo inclui a análise da representação e a definição de como o caso será tratado pelas autoridades competentes.