Matias Celestino, um torcedor apaixonado de 43 anos, acompanhou todos os 18 jogos da seleção argentina nas eliminatórias para a Copa do Mundo deste ano. Ele esteve presente em nove partidas em casa e nove fora, sempre levando seu tambor para apoiar a equipe, que é a atual campeã mundial. Agora, ele se prepara para uma nova etapa, levando sua esposa e filho para os jogos da Argentina na Copa do Mundo que acontecerá nos Estados Unidos. No entanto, a expectativa vem acompanhada de um desafio: os preços dos ingressos estão nas alturas, tornando a experiência de torcer mais complicada do que nunca.
Os torcedores argentinos enfrentam a realidade de ingressos com preços que dispararam, em parte por conta da nova política de precificação dinâmica da FIFA, que ajusta os valores em tempo real. Soledad Aldao, uma torcedora de 35 anos, relatou que pagou US$ 700 (cerca de R$ 3,4 mil) por dois ingressos para ver a Argentina em ação, um preço que mais que triplica em comparação ao último torneio. Além disso, os ingressos individuais podem ultrapassar US$ 800 (R$ 3,9 mil) e o preço para a final já chega a mais de US$ 10 mil (R$ 49 mil). Para muitos, isso é um verdadeiro desafio financeiro, especialmente em um país com inflação alta e salários baixos.
A Copa do Mundo é uma paixão nacional para os argentinos, e muitos torcedores estão fazendo o possível para garantir sua presença nos estádios, mesmo que isso signifique comprometer suas finanças. Celestino e sua esposa, por exemplo, planejam contrair dívidas para financiar a viagem e já começaram a buscar alternativas para economizar. A seleção jogará duas vezes em Dallas e uma vez em Kansas City, Missouri, e a expectativa é que a torcida argentina, conhecida por sua garra, faça história novamente. Para quem quer acompanhar os jogos, a FIFA disponibiliza informações sobre a compra de ingressos e a programação das partidas em seu site oficial.