Nos bastidores do Senado, a disputa pela presidência em 2027 já começou, com dois líderes da oposição se articulando para concorrer contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Apesar de Alcolumbre ter tentado se aproximar da direita, sua atuação tem gerado desconfiança entre os opositores, que lembram de suas alianças anteriores tanto com o governo Lula (PT) quanto com Jair Bolsonaro (PL). Nos últimos tempos, o senador tem bloqueado projetos importantes do governo, o que é visto por muitos como uma estratégia para garantir sua reeleição, especialmente se Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vencer as próximas eleições.
Alcolumbre fez movimentos significativos ao se alinhar com a direita, incluindo a rejeição de Jorge Messias ao STF e a recusa em votar novas indicações ao tribunal neste ano. Em troca, conseguiu apoio da oposição para encerrar a CPI do Banco Master. Para Flávio, esses acontecimentos reforçam a ideia de que o governo Lula está em crise. No entanto, alguns bolsonaristas afirmam que não há um acordo formal com Alcolumbre e criticam sua falta de ações efetivas em relação a pautas da direita.
Com a eleição se aproximando, o cenário no Senado pode mudar conforme o resultado das eleições de outubro, onde 54 das 81 cadeiras estarão em disputa. A direita espera eleger até 35 senadores, o que, somado aos 10 que já estão no mandato até 2031, poderia lhe garantir a maioria. Contudo, para afastar um ministro do STF, seriam necessários 49 votos. Enquanto isso, a relação de Alcolumbre com a oposição e o governo continua indefinida, dependendo das ações do presidente nas próximas semanas. Para quem quer acompanhar as discussões e decisões do Senado, é possível acessar as sessões pela TV Senado e acompanhar os trâmites através do site oficial da Casa.