Na noite de terça-feira, 14 de março, o PSOL se posicionou formalmente em relação à disputa ao Senado, ao aprovar uma resolução que apoia a candidatura de Fernando Haddad (PT) para o governo de São Paulo. A reunião da direção estadual do PSOL resultou em um posicionamento claro, que também reafirma o apoio à candidatura de Marina Silva (Rede) ao Senado. Além disso, o partido planeja ter uma participação ativa na campanha e discute a possibilidade de ocupar uma das vagas de suplente.
O movimento do PSOL busca garantir um espaço maior na chapa eleitoral, especialmente considerando que dois membros do PSB estão disputando as vagas ao Senado. Um dirigente do PSOL destacou que o PSB precisa decidir entre Márcio França, ex-ministro do Empreendedorismo, e Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, que mudou de partido e estado para se candidatar em São Paulo. A candidatura de Tebet foi vista por alguns aliados de França como uma imposição, visto que ele também demonstrava interesse em concorrer a cargos majoritários.
Além disso, o PSOL-Rede não aceita a ideia de que o PSB dispute as duas vagas ao Senado, pois isso poderia diluir os votos e enfraquecer a candidatura. Na resolução, o PSOL também menciona que apoiará outra candidatura do campo progressista ao Senado, sem revelar nomes neste momento. A federação, que conta com 6 deputados federais de São Paulo, tem mais representantes que o PSB, que possui apenas 2.
Para acompanhar as discussões e decisões sobre a campanha, os interessados podem acessar os canais oficiais dos partidos envolvidos. Novas reuniões estão previstas para a primeira quinzena de maio, onde o PSOL e a Rede irão debater propostas para as eleições, buscando construir uma unidade política entre as forças progressistas.