Na última terça-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) protagonizou uma sessão tumultuada que gerou bastante repercussão durante a campanha eleitoral. A ministra Cármen Lúcia parecia perplexa com as trocas de acusações entre os ministros, enquanto o decano Gilmar Mendes analisava documentos relacionados a um caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero. Para garantir a segurança, pelo menos oito policiais estavam presentes no plenário, algo pouco comum para essas ocasiões, e até a plateia teve que manter o silêncio, o que levou a um troca de bilhetes entre os presentes.
Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, que têm posições opostas na crise do Banco Master, sentaram lado a lado sem se olhar durante a sessão. Assim que o presidente do STF, Edson Fachin, terminou de ler o relatório do caso, as tensões aumentaram. Moraes acusou Mendonça de tentar plantar uma investigação contra ele, e Mendonça reagiu chamando Moraes de mentiroso. A situação se agravou a ponto de a TV Justiça ter recebido orientações para não filmar os conflitos diretos entre os ministros.
No intervalo, Flávio Dino se aproximou de Fachin e tentou amenizar a situação, afirmando que suas críticas não eram pessoais. Quando a sessão recomeçou, Dino intensificou suas críticas à condução de Fachin, o que resultou em um pedido de vista que interrompeu o julgamento. Durante todo o processo, o ex-presidente Dias Toffoli se manteve presente, mas não interagiu muito com os demais ministros.
A sessão foi encerrada por volta das 18h20, com Fachin recebendo apoio de Cármen e Luiz Fux. Para quem deseja acompanhar as sessões do STF, é possível acessar informações e documentos no site oficial da corte. As próximas etapas desse caso ainda estão em andamento, e novas audiências podem ser programadas em breve.