A FIFPro, sindicato que representa jogadores de futebol, fez um pedido de reforma na estrutura decisória da Fifa nesta segunda-feira, destacando falhas na administração do futebol mundial. De acordo com um estudo divulgado pela organização, a proposta de investimento “Forward Enterprise”, que foi abandonada pela Fifa, poderia ter transformado as principais competições em ativos para o capital privado sem consultar as partes interessadas. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, havia apresentado essa ideia no início do ano, mas decidiu recuar devido à ampla oposição.
O relatório, feito em parceria com a Player IQ e a Football Benchmark, aponta que as deficiências na governança da Fifa ainda não foram resolvidas. A FIFPro argumenta que a Forward Enterprise era uma tentativa de transformar competições importantes em ativos financeiros e subvalorizados. Além disso, a Fifa, em documentos legais relacionados a disputas com a UEFA, sugere que a resistência às suas propostas se deve ao desejo de manter a hegemonia europeia no futebol.
A FIFPro também defende que qualquer aumento no financiamento para federações menores deve ser discutido com todas as partes envolvidas. O estudo revelou que durante a Copa do Mundo de 2026, 856 jogadores de clubes europeus foram convocados, representando 94% do valor total dos atletas do torneio. Além disso, todos os vencedores de prêmios individuais nas últimas cinco Copas do Mundo jogavam em clubes europeus. A FIFPro pediu uma revisão independente da governança da Fifa, ressaltando que a distribuição de receita da Copa do Mundo para as seleções participantes caiu de 10,5% em 2006 para 7,7% em 2026, mesmo com o aumento das receitas.
Para acompanhar as próximas etapas do futebol mundial, como competições e treinamentos, é importante ficar de olho nas transmissões ao vivo e nas redes sociais dos clubes. A situação atual pode impactar as estratégias e os investimentos futuros, tanto para jogadores quanto para federações.