A menos de três semanas do primeiro turno das eleições de 2026, uma análise mostra que metade do dinheiro público destinado ao financiamento de campanhas para deputado federal vai para apenas 7% dos candidatos. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os 7.700 concorrentes arrecadaram R$ 2,76 bilhões em recursos públicos, sendo que apenas 579 deles, ou 7,4%, receberam mais de R$ 1,58 milhão. Essa quantia representa a metade do limite de gastos permitido para cada candidato, que é de R$ 3,17 milhões.
Entre os 11.700 candidatos a deputado estadual e distrital, foram repassados R$ 1,1 bilhão, com apenas 3% recebendo mais de R$ 635 mil, metade do que podem gastar. Desde que as doações empresariais foram proibidas em 2015, o financiamento público se tornou a principal fonte de recursos para as campanhas. Nesta eleição, os partidos têm à disposição R$ 4,96 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), além do fundo partidário, que também pode ser utilizado.
Os partidos que mais receberam do fundo especial foram o PL, com R$ 881,6 milhões, seguido do PT, que recebeu R$ 615,3 milhões, e o União Brasil, com R$ 526,2 milhões. A candidata Rosana Valle (PL-SP) é a que mais recebeu, totalizando R$ 3,24 milhões. Na outra ponta, a candidata Shanisys (PR) recebeu apenas R$ 1.430. A distribuição do dinheiro é feita de acordo com o número de votos das últimas eleições e a representação no Congresso, o que gera uma concentração de recursos em candidatos mais conhecidos.
Para quem quiser acompanhar mais de perto as eleições, é possível acessar as sessões do TSE online e consultar documentos relacionados às campanhas. Também estão disponíveis canais de denúncia para qualquer irregularidade. Os próximos passos incluem a tramitação dos processos eleitorais e as agendas de votação, que podem ser acompanhadas nos sites oficiais das instituições.