Nesta terça-feira, dia 15, o Ministério Público de São Paulo apresentou uma denúncia contra Osmar Stábile, presidente do Corinthians, por suposta apropriação indébita. Segundo os promotores, Stábile teria utilizado recursos do clube para contratar serviços de segurança pessoal, totalizando mais de R$ 721 mil pagos à empresa Bear Security. Os pagamentos começaram em julho de 2025, mas o contrato formal só foi assinado em março de 2026. O promotor Cassio Conserino afirma que os serviços eram voltados exclusivamente para a proteção do dirigente e sua família, o que levantou suspeitas sobre a legalidade da contratação.
O Corinthians se defende, afirmando que a segurança era uma necessidade do cargo de presidente e não algo pessoal. Em sua defesa, Stábile mencionou que a segurança foi contratada devido a ameaças públicas relacionadas ao seu papel na presidência, e ressaltou que essa prática é comum em grandes clubes. O MP, por outro lado, contesta essa justificativa, já que o artigo do estatuto do clube mencionado pelo Corinthians se refere a despesas obrigatórias e não a benefícios pessoais do presidente. Além disso, o MP apontou que a Bear Security operava sem autorização da Polícia Federal.
O órgão requisitou também a investigação de possíveis crimes, além de pedir o bloqueio de bens de Stábile para garantir um eventual ressarcimento ao clube. A defesa do presidente afirmou estar confiante de que a justiça irá demonstrar que não houve apropriação indevida de valores. Enquanto isso, Stábile continua no cargo, já que qualquer afastamento depende de decisão judicial. A situação segue em desenvolvimento e promete novos desdobramentos nos próximos dias.