Na última segunda-feira, um tribunal em Paris deu início ao julgamento de Loik Le Priol, que confessou ser o responsável pela morte do ex-jogador da seleção argentina de rugby, Federico Aramburu. O crime ocorreu há quatro anos, após uma discussão durante uma saída noturna na capital francesa. Le Priol, que se declarou culpado, afirmou que atirou em legítima defesa, mas reconheceu que a decisão final cabe ao tribunal, destacando o peso da tragédia que carrega.
Durante a audiência, ficou claro que Le Priol é um dos dois ex-integrantes do GUD (Groupe Union Defense), um grupo de extrema direita atualmente banido, que estão sendo julgados. Ele enfrenta a acusação de homicídio, enquanto seu comparsa, Romain Bouvier, de 35 anos, é acusado de tentativa de homicídio por também ter disparado uma arma no incidente. Ambos já estavam cumprindo penas por agressão em um caso anterior. A investigação revelou que Aramburu estava em um café, acompanhado do ex-jogador de rugby Shaun Hegarty, quando a discussão começou com os réus, que estavam em uma mesa próxima.
Imagens de câmeras de segurança mostraram um confronto entre os envolvidos, que se intensificou até a intervenção dos seguranças. O embate continuou na rua, onde Bouvier disparou contra Aramburu antes de Le Priol atirar, resultando na morte do atleta. Todos os três acusados fugiram do local e Le Priol foi preso na Hungria enquanto tentava escapar para a Ucrânia. O julgamento, que pode levar à prisão perpétua dos réus, deve continuar até 25 de setembro. Aramburu teve uma carreira destacada, disputando 22 partidas pela seleção argentina e jogando em clubes na França, como Biarritz e Perpignan.