Na última semana, o presidente Lula (PT), que busca a reeleição, expressou preocupação com a estagnação dos índices de aprovação do seu governo. Apesar de liderar as pesquisas, a expectativa de melhora na avaliação de seu trabalho após o início da propaganda eleitoral não se concretizou. Para enfrentar essa situação, Lula decidiu restringir sua equipe de campanha a quatro pessoas: os ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), além do presidente do PT, Edinho Silva, e do amigo Paulo Okamotto, que participa de forma esporádica. Outros ministros, como José Guimarães (Relações Institucionais), são convocados conforme a pauta das reuniões.
Uma pesquisa recente do Datafolha revelou que 42% dos eleitores consideram seu governo ruim ou péssimo, enquanto 31% o avaliam como ótimo ou bom. No cenário eleitoral, Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, em comparação com 33% de Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário. Para o segundo turno, os dois candidatos estão em empate técnico, com Lula registrando 46% contra 44% de Bolsonaro. Além disso, há rumores sobre a possível entrada de Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, na equipe de campanha, o que poderia relembrar a formação vencedora de 2022.
Para quem deseja acompanhar as sessões do governo ou fazer denúncias, é possível acessar informações oficiais nos sites das respectivas instituições ou em canais de comunicação diretos. Audiências públicas e tramitações ainda estão previstas, mas a agenda de votação pode sofrer alterações. A equipe de Lula reconhece que a campanha enfrenta desafios, como a entrega atrasada de materiais e a realização de poucos eventos em estados até agora. Além disso, aliados expressaram insatisfação com algumas decisões do presidente, como a falta de um discurso mais estruturado em eventos importantes.