O Ministério Público Eleitoral (MPE) está de olho em mais de 900 candidatos de todo o Brasil que estão na corrida para as eleições de 2026. Essa investigação envolve questões como problemas na filiação partidária e condenações por abuso de poder político. Os casos ainda precisam ser analisados pela Justiça Eleitoral. Parte dessas candidaturas está ligada a um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre mudanças na Lei da Ficha Limpa, aprovadas pelo Congresso no final de 2025, que reduziram o tempo de inelegibilidade de políticos condenados. Essa nova regra será julgada entre 11 e 18 de setembro, pouco antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
Um dos casos que pode ser impactado é o de Fernando Francischini (PL), o primeiro parlamentar cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por disseminar fake news. Ele tenta se candidatar novamente à Câmara dos Deputados, mas o MPE argumenta que sua inelegibilidade de oito anos, decorrente de uma condenação em 2021, ainda está em vigor. Para a nova legislação, a inelegibilidade deve ser avaliada na data da diplomação dos candidatos, que deve ocorrer até 18 de dezembro de 2026. O MPE contesta essa aplicação ao caso de Francischini, afirmando que isso prejudica a escolha democrática do eleitor.
Além de Francischini, outros políticos conhecidos também enfrentam problemas. Eduardo Cunha (Republicanos), ex-presidente da Câmara, pode ser considerado inelegível devido a uma condenação de 2020. O MPE afirma que mesmo com a nova legislação, ele ainda estaria inelegível por mais dois anos. No caso dos ex-governadores José Roberto Arruda e Anthony Garotinho, ambos têm suas candidaturas questionadas por condenações anteriores. Para acompanhar as movimentações, o público pode acessar o site do MPE e ficar atento às audiências e decisões da Justiça Eleitoral. A tramitação dessas questões deve seguir nas próximas semanas, com a expectativa de que o STF se pronuncie sobre a lei em setembro.