Antes de se lançar na corrida presidencial de 2026, o psiquiatra e escritor Augusto Cury, filiado ao Avante, construiu uma trajetória pública que, embora focada em autoajuda, teve um breve envolvimento com a política partidária. Em 2009, ele se aproximou de Marina Silva, que havia deixado o PT e se preparava para disputar a Presidência em 2010 pelo Partido Verde. Segundo a Folha, Marina era fã de Cury e o convidou para se filiar ao PV, com a expectativa de que ele colaborasse na elaboração do programa de governo, especialmente na educação.
Na época, Cury defendia um ensino médio profissionalizante e a expansão de universidades à distância para cidades com mais de 10 mil habitantes. Ele também sugeriu que as cadeiras nas salas de aula fossem organizadas em formato de “U”. Apesar de sua participação, Marina terminou a eleição em terceiro lugar, com 19,3% dos votos. Em 2022, ela se reaproximou de Lula, tornando-se ministra do Meio Ambiente, e atualmente concorre ao Senado com apoio do PT.
Após essa experiência, Cury se afastou da política. Não há registros de que ele tenha apoiado Lula, Jair Bolsonaro ou qualquer outro candidato nas eleições seguintes. Em 2026, ao ser questionado sobre seu voto, ele afirmou que estava fora do país durante o pleito e, mesmo tendo se filiado ao Avante, o partido já tinha apoiado Lula em 2022. Durante a campanha, Cury fez críticas ao presidente e afirmou ter “amigos e leitores em todos os partidos”.
Para quem deseja acompanhar a trajetória política de Cury e Marina, é possível acessar documentos e informações através dos sites oficiais de suas respectivas legendas. As sessões e votações podem ser acompanhadas pelo site da Assembleia Legislativa de Goiás.