Na última terça-feira, 25, Flávio Bolsonaro, candidato do PL, iniciou sua campanha no Nordeste com uma agenda em Alagoas, mas enfrentou um cenário complicado. Ele foi recebido apenas por políticos e militantes de direita, enquanto aliados de outros partidos se afastaram do palanque. A situação em Alagoas, estado do seu vice, reflete as dificuldades que a candidatura enfrenta na região, especialmente devido à popularidade de Lula (PT). Flávio conta com a estratégia de formar alianças no segundo turno, já que em 2022, Lula teve uma vantagem significativa no Nordeste, onde obteve 12,5 milhões de votos a mais do que Bolsonaro.
O plano da campanha é minimizar essa diferença, buscando apoio de governadores eleitos no primeiro turno que não estão alinhados com os petistas. Na primeira fase, a ideia é que candidatos do centrão e centro-direita apoiem Flávio, mas sem declarar apoio público para não afastar eleitores que estão com Lula. Na segunda fase, a expectativa é que esses candidatos se mobilizem ativamente contra o PT. O PL, por exemplo, já está apoiando candidatos em estados como Bahia, Ceará e Piauí, mesmo sem promessas de reciprocidade imediata.
Para acompanhar as sessões da campanha e acessar documentos oficiais, os interessados podem visitar os sites das candidaturas ou acompanhar as redes sociais dos candidatos. As próximas etapas incluem a tramitação das candidaturas e a realização de audiências públicas, além de fiscalizações por órgãos competentes. O cenário em Alagoas se complica, pois a campanha de Lula é forte, apoiada por figuras influentes como os Calheiros, enquanto Flávio busca se destacar em meio a um contexto desafiador.