Aleksander Ceferin, presidente da Uefa desde 2016, anunciou que não vai se candidatar à presidência da Fifa nas eleições marcadas para março de 2027. Em entrevista ao podcast britânico The Rest is Politics, Ceferin deixou claro que sua prioridade é continuar o trabalho na Uefa, destacando que seu papel como opositor do atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, é fortalecido por essa decisão. “Não estou interessado na presidência da Fifa. Gosto da Uefa e do que faço aqui”, afirmou.
Durante sua gestão, Ceferin foi um crítico contundente de Infantino, especialmente após o fracasso do plano de abrir a Fifa a investidores privados. A Uefa chegou a ameaçar boicotar competições da Fifa, incluindo as Copas do Mundo. Embora Ceferin não tenha revelado se pretende se candidatar novamente à presidência da Uefa em 2027, ele expressou a intenção de “aproveitar a vida”, sem descartar que um novo candidato possa surgir para enfrentar Infantino.
Rumores apontam que Victor Montagliani, presidente da Concacaf, poderá ser um dos concorrentes de Infantino nas próximas eleições. A Concacaf, assim como a Uefa, tem se mostrado contrária à atual administração da Fifa. Recentemente, as confederações se uniram para fortalecer sua posição e buscar um futebol mais equilibrado globalmente. Infantino, por sua vez, defendeu sua visão de desenvolvimento do futebol em todas as federações, embora as críticas continuem a surgir.
As eleições para a presidência da Fifa acontecerão em Rabat, no Marrocos, e, até o momento, Infantino é o único candidato oficialmente declarado. A disputa promete ser acirrada, especialmente com a possibilidade de novos candidatos surgindo até lá.