Jovens Eleitores Quilombolas de [Local] Promovem Voto em Prol de Seus Ideais
- agosto 24, 2026
- 0
No dia 4 de outubro, Joaquim Moreira, um agricultor de 87 anos e o mais velho da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto
No dia 4 de outubro, Joaquim Moreira, um agricultor de 87 anos e o mais velho da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto
![Jovens Eleitores Quilombolas de [Local] Promovem Voto em Prol de Seus Ideais](https://sainamidia.com.br/wp-content/uploads/2026/08/thauany_e_o_avo_vao_votar_no_dia_4-803x490.jpeg)
No dia 4 de outubro, Joaquim Moreira, um agricultor de 87 anos e o mais velho da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO), irá votar acompanhado de sua neta Thauany Silva, de 16 anos, que participará da eleição pela primeira vez. Ambos estão animados com a data e já têm seus títulos de eleitor preparados. Joaquim afirmou que sempre votou e continuará fazendo isso, enquanto Thauany, que ficou empolgada ao receber seu título provisório, já havia corrido para garantir seu direito assim que completou 16 anos.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o número de eleitores que se identificam como quilombolas praticamente dobrou para as eleições de 2026, passando de 95.409 em 2024 para 188.371. Em Goiás, a quantidade de quilombolas eleitores saltou de 3.625 para 5.394. Mayara Silva, mãe de Thauany, destaca a importância de acompanhar as decisões políticas, já que elas afetam a vida cotidiana da comunidade.
A universitária de direito, Franciele Silva, de 27 anos, também compartilha desse sentimento. Ela, que tem seu título desde os 18 anos, acredita que a participação política é essencial, pois tudo ao nosso redor está ligado a decisões políticas. O crescimento do eleitorado quilombola é atribuído ao aumento da visibilidade e conscientização política, segundo a professora Bia Nunes, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas.
Para quem quer acompanhar as sessões e decisões políticas, é possível acessar os canais oficiais do governo e das câmaras municipais, além de utilizar plataformas de denúncias. O engajamento dos jovens e a defesa dos direitos da comunidade são caminhos fundamentais para garantir que as vozes quilombolas sejam ouvidas nas próximas disputas eleitorais.