August 24, 2026
Política

Flávio Dino afirma que emendas parlamentares são principais responsáveis pela corrupção no Brasil

  • agosto 24, 2026
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Na segunda-feira (24), o ministro do STF, Flávio Dino, fez declarações sobre as emendas parlamentares durante um evento remoto da Faculdade de Direito da USP. Ele afirmou que

Flávio Dino afirma que emendas parlamentares são principais responsáveis pela corrupção no Brasil

Na segunda-feira (24), o ministro do STF, Flávio Dino, fez declarações sobre as emendas parlamentares durante um evento remoto da Faculdade de Direito da USP. Ele afirmou que essas emendas se tornaram o “maior vetor da corrupção” no Brasil, apontando que o afrouxamento das regras fiscais durante a pandemia da Covid-19 permitiu a criação de esquemas de corrupção. Dino ressaltou que as emendas, que deveriam ser usadas para melhorar políticas públicas, estão sendo desviadas para interesses eleitorais e privatistas.

O ministro também comentou sobre a ADPF 854, que trata da expansão das emendas de relator, e informou que já determinou o bloqueio e a devolução de valores relacionados a esse tipo de repasse. Essa situação tem gerado tensões entre o Judiciário e o Congresso Nacional, especialmente após a declaração de nulidade absoluta desses repasses. As investigações em andamento envolvem figuras como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-deputado Eduardo Cunha, entre outros. Dino enfatizou a necessidade de apurar a destinação do dinheiro das emendas e a participação de políticos sem cargos eletivos.

Os interessados em acompanhar as discussões e decisões relacionadas a esse tema podem acessar a página do STF e acompanhar as sessões online. Além disso, é possível denunciar irregularidades por meio de canais oficiais do tribunal. Dino ainda mencionou que a OAB deveria investigar casos de advogados que atuam como centrais de lavagem de dinheiro, sugerindo que a situação exige mais atenção.

Para os próximos passos, o STF continuará a tramitar as ações relacionadas às emendas e pode haver novas audiências públicas para discutir o tema. A agenda de votação e outras movimentações no Congresso também devem ser monitoradas, já que a relação entre as instituições está em foco.

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