No último sábado (22), um robô humanoide da empresa chinesa X-Humanoid fez história ao superar o recorde mundial de 100 metros rasos, estabelecido por Usain Bolt em 2009. O robô completou a prova em 9,39 segundos, 0,19 segundo a menos que o atleta jamaicano. Porém, a corrida teve um desfecho inesperado: o robô colidiu com uma parede acolchoada e caiu, precisando da ajuda de assistentes humanos para se levantar. Essa demonstração faz parte de um cenário crescente na China, onde a indústria de robótica humanoide tem se desenvolvido rapidamente com apoio estatal e investimentos significativos.
Nos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, realizados em Pequim, os robôs não se limitaram apenas às corridas. Eles também se enfrentaram em lutas de boxe e até jogaram futebol. Um robô se destacou ao jogar tênis contra um humano, demonstrando a capacidade de se mover e se adaptar a um adversário imprevisível. Apesar de os robôs apresentarem performances impressionantes, especialistas como Michael Milford, professor de robótica, alertam que esses feitos esportivos não se traduzem necessariamente em utilidade prática no dia a dia.
Os avanços em robótica têm gerado atenção significativa e até resultados financeiros. A Unitree Robotics, conhecida por seus robôs que praticam artes marciais, teve uma estreia de sucesso na Bolsa de Valores de Xangai, com suas ações subindo mais de 460% no primeiro dia de negociação. No entanto, ainda há um longo caminho até que esses robôs sejam realmente úteis em tarefas cotidianas. Alan Fern, da Universidade Estadual do Oregon, ressalta que, mesmo com o progresso, os robôs ainda enfrentam desafios em ambientes não controlados e precisam de mais desenvolvimento para se tornarem confiáveis fora do entretenimento e de situações específicas.