Na última quarta-feira, 19 de outubro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou sobre a proposta de impeachment de ministros da corte, afirmando que essa discussão é, na verdade, uma estratégia eleitoral e não o preocupa. Mendes ressaltou que as instituições estão preparadas para impedir que essa ideia se concretize. Ele descreveu essa pauta como um “equívoco compreensível” e destacou que, embora algumas pesquisas mostrem que o tema pode ter apelo eleitoral, a distância entre pensar e agir é grande.
A defesa do impeachment tem sido uma questão central na campanha eleitoral da direita, especialmente com o candidato Flávio Bolsonaro, do PL, que busca apoio para formar uma chapa de senadores alinhados a esse objetivo. O plano é conquistar a maioria no Senado para avançar com os pedidos de impeachment que estão parados no Congresso. Um levantamento revelou que 83% dos 47 candidatos ao Senado apoiados por Bolsonaro já se manifestaram a favor do impedimento de ministros do STF, com foco em Alexandre de Moraes.
Mendes, ao ser questionado sobre a possibilidade de impeachment caso Flávio Bolsonaro seja eleito, preferiu não especular sobre o assunto. Ele também defendeu Moraes diante de críticas, explicando que ações de busca e apreensão são necessárias quando há indícios de crimes. Por outro lado, ele não vê necessidade de reavaliar a dispensa do diploma para o exercício da profissão de jornalista, embora reconheça que a qualidade da informação é importante.
Para quem deseja acompanhar as discussões sobre o impeachment e outros assuntos relacionados ao STF, é possível acessar os canais oficiais da corte e acompanhar as sessões ao vivo. Além disso, o público pode se informar sobre os processos legislativos e participar de audiências públicas. As próximas eleições para o Senado, que vão eleger 54 dos 81 senadores, estão marcadas para outubro, e a expectativa é que essas questões continuem a ser debatidas intensamente.