O presidente do STF, Edson Fachin, decidiu retirar da pauta da sessão desta quarta-feira (19) o julgamento sobre o mandato-tampão e o governo interino do Rio de Janeiro. Esse caso estava previsto para ser analisado quatro meses depois que o ministro Flávio Dino pediu vista, interrompendo a votação. Na última vez que o assunto foi debatido, o plenário tinha 4 votos a 1 a favor de realizar uma eleição indireta para escolher o governador-tampão. O adiamento ocorreu devido à prioridade dada ao julgamento da Lei Maria da Penha, que completa 20 anos. Além disso, ações relacionadas ao licenciamento ambiental também saíram da pauta.
Com o adiamento, o desembargador Ricardo Couto continua como governador interino, baseado em uma liminar do ministro Cristiano Zanin, que foi confirmada pelo plenário. A disputa pelo governo fluminense envolve Couto e o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), que tenta assumir o cargo após ser eleito para liderar a Alerj. Ruas já solicitou ao STF, em duas ocasiões, a possibilidade de assumir a posição, argumentando que a liminar contraria a linha sucessória prevista na Constituição do Rio. Quando Couto assumiu o governo em março, ele e Ruas compartilhavam a mesma interpretação sobre a sucessão, mas desde junho, Couto passou a defender que o nome que poderia assumir o cargo seria aquele que estivesse apto no momento da vacância.
O governo do estado comunicou que Couto não mudou sua posição e que ele atua como chefe do Poder Executivo conforme determinação do STF, aguardando o julgamento da Corte. O debate sobre quem deve comandar o estado até a escolha do governador-tampão é importante, mas os aspectos jurídicos da situação ainda não foram discutidos no STF. O adiamento do julgamento impede que Ruas assuma o Palácio Guanabara antes das eleições de outubro, o que ajudaria seu reconhecimento entre os eleitores. Couto assumiu o governo em 24 de março após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro e, desde então, a Alerj estava sem presidente até a eleição de Ruas, em 17 de abril.
Para acompanhar as próximas sessões e decisões, os cidadãos podem acessar o site do STF e acompanhar as publicações oficiais. É importante ficar atento às atualizações sobre o andamento desses processos e possíveis audiências públicas que possam ocorrer.